quinta-feira, 3 de junho de 2010

ESPÉCIES EXÓTICAS

A biodiversidade de um ecossistema é resultado de milhares de anos e de uma lenta evolução até encontrar um ponto de equilíbrio entre seus componentes. As espécies exóticas aparecem fora de sua área de ocorrência original\inicial, e as espécies exóticas invasoras são aquelas que além de estarem fora de sua área original, ainda ameaçam ecosssistemas, habitats ou outras espécies. A translocação de espécies para outras regiões tem aumentado muito principalmente pela ação antrópica.
Foi a partir do século XVI, através das viagens transcontinentais principalmente pelos europeus o homem passou a transportar em suas viagens plantas e animais, pois as espécies exóticas podem ser plantas, animais, bactérias ou vírus. Esse transporte pode ocorrer de modo voluntário onde plantas e animais são deslocados com fins comerciais, por exemplo: Búfalos e plantas ornamentais, ou de modo involuntário quando por exemplo acontece de microrganismos viajarem de "carona" em aviôes e em solas de sapato, ou ainda algas marinhas e mexilhôes que são trazidos pela água nos lastros dos navios.
Estes individuos para poderem se fixar em um novo ambiente necessitam superar determinados fatores como: Barreiras geográficas que isola naturalmente seu habitat, disponibilidade de alimentos e dispersão que precisa ser muito eficiente para aumentar a sua variabilidade genética. Sabe-se que os habitats modificados pelo homem e com temperaturas mais quentes são mais favoráveis para instalação de espécies exóticas do que os habitats ainda conservados. Williamson(1996) propôs a leidos 10%, que afirma que 10% das espécies introduzidas se estabelecem no local de introdução e 10% dentro dessas que conseguiram se instalar tornam-se pragas.
Atualmente essas espécies invasoras representam um enorme risco á biodiversidade no planeta, em inúmeras situações a chegada de espécies exóticas em um determinado habitat altera o equilíbrio ecológico local. Algumas dessas espécies tornan-se pragas por possuírem características como um ciclo reprodutivo muito rápido, baixa demanda nutricional, parasitismo e etc. Assim crescendo e multiplicando-se rapidamente e alocando recursos que eram suficientes para o bem estar de espécies nativas daquele local, este desequílibrio no habitat pode ocasionar graves consequências como o desaparecimento de espécies nativas.
A introdução de novas espécies pode ocorrer de três modos.
1. Intencionalmente introduzidas, nesse caso um estudo de manejo de espécies deve ser feito antes de sua introdução, para evitar um futuro descontrole. Exemplos: Plantas para a agricultura, pastagens e plantas ornamentais.
2. As espécies são inseridas intencionalmente mas apenas em cativeiros, mas pode ocorrer de as espécies fugirem do cativeiro para o meio-ambiente. Exemplo: Animais presos em zoológicos, plantas em jardins botânicos ou animais em cativeiros nas fazendas.
3. Introduções acidentais, neste caso não existe controle na introdução das espécies. Exemplo: Sementes de plantas que se dispersam pelas fezes dos pássaros ou animais principalmente insetos que viajam escondidos em automóveis , navios ou em aviões.
Não é possível exterminar por completo as espécies exóticas nas regiões onde elas foram inseridas, por isso se faz necessário um controle para prevenir o trânsito dessas espécies e uma política de fiscalização.
As espécies exóticas mais comuns no Brasil são as plantas coníferas do gênero pinus, introduzidas com fins voltados de produção de madeira. São espécies que podem alterar a acidez do solo e inviabilizar a sobrevivência dos animais entre outros inpactos.

ALGUMAS ESPÉCIES INVASORAS INTRODUZIDAS
NO BRASIL.

ACÁCIA NEGRA: Foi introduzida no Brasil por interesses florestais e fins ornamentais.
Os impactos ecológicos que esta planta causa são por ela ter uma tendência á dominância do ambiente invadido gerando expulsão de espécies nativas , a facilidade de proliferação, pois ela pode se expandir pela água, vento e atrvés de roedores, a germinação é estimulada pelo fogo. A conversão de ecossistemas abertos em fechados ocasiona perda da biodiversidade, essas árvores também fixam nitrogênio e alteram o balanço de nutrientes do solo, afetando a capacidade de sobrevivência das plantas nativa, absorve grandes quantidades de água pela raíz diminuindo a vazão dos rios e córregos cujas margens estão sendo invadidas. Esta planta é originária da Austrália e Tasmãnia.


EUCALIPTO: A causa da introdução foi para ser utilizado como quebra-vento, interesse florestal e fins ornamentais. Os impactos ecológicos são a transformação de ecossistemas abertos em fechados com perda da biodiversidade por sombreamento, exposição ao solo e consequente erosão e assoriamento dos cursos d'água com impacto sobre a fauna aquática , redução da área pastoril para herbívoros e supressão de outras espécies árboreas. Árvore nativa da Austrália.







CINAMOMO: A causa da introdução desta árvore foi pra fins ornamentais, os impactos ecológicos é a invasão á florestas , especialmente ambientes ciliares, substitui espécies nativas, reduz a diversidade alimentar da fauna, altera o equilibrio e a auto-sustentabilidade desses sistemas. Esta planta é nativa de países com a Índia, China e Pérsia.




Capim annoni: Introduzido como forrageira, os impactos que esta planta causa é devido á sua grande rusticidade e capacidade de disseminação, tende a dominar as áreas onde se estabelece, as sementes sao formadas em grandes quantidades que se conservam e podem germinar por vários anos, espécie nativa da áfrica do sul.




BÚFALO: Foi introduzido para criação, espécie nativa do sudeste Asiático, os impactos causados por esta espécie é a capacidade de aumentar a proliferação do mosquito da málaria em determinados lugares, porque ao mergulharem na água causam uma redução da acidez da água que favorece a reprodução do mosquito, e ao caminharem em grandes grupos em áreas de banhado eles drenam os locais alagados e destroem ambientes naturais.



JAVALI: A causa da introdução desta espécie foi para criação, nativa da Eurásia e norte da África, os impactos que esta espécie pode causar é devido ao seu potencial de disseminar doenças para outros animais.



REFERÊNCIAS:

http://pt.shvoong.com

http://eco.ib.usp.br

http://www.institutohorus.org.br


Acadêmica: Cristiane Bolzan Ferreira

Um comentário:

  1. Parabéns Cristiane! Teu texto está bem escrito e trás algumas informações bastante interessantes para o campo da Biogeografia.

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